Ministra de Lula diz que governo é ‘terminantemente contra’ projeto que equipara facções a terroristas

A ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) afirmou nesta quarta-feira (5) que o governo federal é terminantemente contra o projeto de lei que equipara facções criminosas a grupos terroristas.

“O governo é terminantemente contra, somos contra esse projeto que equipara as facções criminosas ao terrorismo. Terrorismo tem objetivo político e ideológico, e pela legislação internacional, dá guarida para que outros países possam fazer intervenção no nosso país”, disse Gleisi após encontro com prefeitos do Ceará.

A proposta é de autoria do deputado Danilo Forte (União Brasil-CE).

A fala de Gleisi ocorre um dia após Forte apresentar requerimento que propõe apensar o projeto Antifacção, de autoria do governo Lula (PT) e enviado ao Congresso na última sexta-feira (31), ao texto de sua autoria. O texto do deputado muda aspectos principais da proposta original, colocando as organizações criminosas e grupos terroristas na mesma categoria.

A votação do projeto, que estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (4) na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, foi adiada após pressão de integrantes do governo e parlamentares governistas.

“Nós não concordamos com isso, nós já temos uma legislação sobre facções criminosas, mandamos agora um projeto de lei que traz bastante rigor para o combate as facções e temos lá a PEC da Segurança”, disse Gleisi.

A PEC é a principal aposta do governo Lula para a área da segurança pública. Desde a operação que matou 121 pessoas no Rio de Janeiro, membros do governo vêm reforçando, em falas públicas, o pedido de aprovação da proposta no Congresso.

“Eu espero que o relator realmente apure seu relatório para que a gente aprove o mais rápido possível, para nos dar condições de fazer operações integradas”, acrescentou a ministra.

Entenda projetos sobre segurança em andamento no congresso:

PEC da segurança

Autoria:

Poder Executivo

Objetivo

Propõe constitucionalizar o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), estabelecendo diretrizes mínimas a serem seguidas por órgãos de segurança de todo o país

Andamento:

Texto está na Comissão Especial na Câmara dos Deputados, sob relatoria de Mendonça Filho (União-PE); há requerimentos para realização de audiência pública em análise

Lei antifacção

Autoria

Poder Executivo

Objetivo:

Institui o tipo penal de “organização criminosa qualificada”, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão. O crime passa a ser considerado hediondo -é inafiançável, não pode ser beneficiado por graça, indulto ou anistia e exige o cumprimento da pena em regime inicial fechado. Já em relação a organização criminosa simples, o crime passa de 3 a 8 anos de prisão para de 5 a 10 anos

Andamento

Apresentado à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Há expectativa de ser levado a votação no plenário nos próximos dias

Lei que equipara facções a terroristas

Autoria

Deputado Danilo Forte (União Brasil-CE)

Objetivo

Amplia o alcance da Lei Antiterrorismo, passando a incluir organizações criminosas e milícias privadas

Andamento

Aguarda análise e votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Está sob relatoria do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Poder & Política

Gostou desse artigo?

Share on facebook
Facebook
Share on email
Email
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp

Deixe um comentário

 

Conforme havíamos afirmado, José Ronaldo garante permanência na prefeitura de Feira de Santana

O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo de Carvalho (UB), afirmou que permanecerá no comando da prefeitura e não

 

Bahia – ‘Minha pesquisa é trabalho’, diz Jerônimo sobre levantamentos

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), esteve, nesta segunda-feira (9), na inauguração de uma escola em tempo integral no

 

Bahia – Irmãos Vieira Lima silenciam diante de pressão para saída de Geraldo Júnior da chapa de Jerônimo

Os irmãos Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, principais lideranças do MDB no Estado, silenciaram sobre o aumento da