10 curiosidades sobre o Carnaval que você talvez não conheça

O Carnaval brasileiro é reconhecido mundialmente, mas a rica tradição das fantasias vai muito além do Brasil.

Da origem na Grécia, passando por Veneza, as celebrações carnavalescas fascinam a humanidade e conquistam os corações das pessoas há milhares de anos.

Reunimos algumas curiosidades sobre o Carnaval que você não pode perder.

Confira abaixo:

1 – Carnaval significa “afastar-se da carne”

O ano é 590 d.C. e o Papa Gregório reconhece oficialmente o Carnaval, uma festa pagã, com a condição de que o dia seguinte, a Quarta-Feira de Cinzas, seja usado para purificação dos pecados cometidos durante os festejos. O termo Carnaval tem sua origem na expressão latina carnem levare, cujo significado é “afastar-se da carne”.

Como a celebração antecede a Quaresma, período de 40 dias antes da Páscoa em que não se deve comer carne, a expressão se popularizou. Depois surgiram termos como carnelevarium, carnilevaria, carnilevamem. Segundo o dicionário Houaiss: “…do latim clássico carnem levare (…) fixa-se no italiano carnevale (séc. XIV) e daí no francês carneval (1552), carnaval (1680), passando às demais línguas europeias ainda no século XVII”.

2 – O Carnaval foi trazido ao Brasil pelos portugueses

Foram os portugueses que trouxeram as tradições carnavalescas ao Brasil, em 1641, através do Entrudo, uma festa popular em que as pessoas lançavam umas nas outras farinha, água e ovos, por exemplo. Era comum também o uso de “limões de cheiro” ou “laranjas de cheiro”, pequenas bolas de cera recheadas com águas perfumadas.

Em 1854, por conta de repressão policial, a festa caiu em declínio. Foi então que os bailes de máscaras e fantasias em clubes e teatros ganharam força. O primeiro baile de carnaval do Brasil foi organizado por uma atriz italiana no Largo do Rocio, Rio de Janeiro, em 1840. Sua ideia era popularizar as tradições do carnaval veneziano.

  1. O Carnaval de Veneza é um dos mais antigos do mundo

A festa foi criada em 1094 por Vitale Falier, membro de uma das famílias mais influentes da cidade na época, e tinha o objetivo de, antes da Quaresma, oferecer para a população um período com brincadeiras, jogos e diversão.

A inspiração foram festas romanas que celebravam Saturno, deus da geração, dissolução, abundância, riqueza, agricultura, tempo, renovação periódica e libertação.

Em 1296, o Senado veneziano formalizou o Carnaval como o último dia antes da Quaresma, mas a população começava as celebrações em dezembro.

Essa oficialização transformou a festa numa grande expressão cultural da cidade e, depois, em um negócio que dura até os dias de hoje. Sua marca registrada são as fantasias, máscaras e o anonimato, que permite a liberdade de ser o que você quiser.

  1. A Ala das Baianas surgiu muito antes das Escolas de Samba

Num desfile de Escola de Samba, a Ala das Baianas precisa ter, no mínimo, 50 baianas nas escolas de São Paulo e 70 nas do Rio de Janeiro. Caso a escola não cumpra a regra, perde 0,5 ponto na apuração carioca e 0,1 na paulista.

Essa tradição nasceu e permanece viva com as escolas que, ano a ano, competem com seus samba-enredo e desfiles de carros alegóricos.

Entretanto, a Ala das Baianas nasceu muito antes das Escolas de Samba se tornarem populares. Foram as taieiras, grupos de mulheres negras que vestiam trajes típicos angolanos brancos com fitas coloridas, que popularizaram os desfiles de rua ao som de ritmos africanos. É delas toda a inspiração para as baianas da Sapucaí e Anhembi.

  1. Carmen Miranda foi uma grande inspiração para o Carnaval

A cantora e atriz Maria do Carmo Miranda da Cunha, mais conhecida como Carmen Miranda, nasceu em Portugal, mas sua importância para a cultura brasileira é imensa. Foi através de seu famoso chapéu de frutas e o traje de baiana que a cultura carnavalesca brasileira chegou na Hollywood dos anos 40.

Em 1972 e 2008, a escola de samba Império Serrano fez desfiles homenageando Carmen e sua contribuição para o Carnaval brasileiro não só através da moda, mas da gravação de marchinhas de sucesso, num momento em que as fantasias eram todas inspiradas em criações europeias.

  1. A primeira marchinha de Carnaval foi criada por uma mulher

Foi a pianista Chiquinha Gonzaga que criou Abre Alas, a primeira marchinha de Carnaval da história, para o grupo carnavalesco Rosas de Ouro em 1889.

Sua marchinha é, até hoje, uma das mais populares e reconhecidas da cultura brasileira.

  1. O Carnaval é, também, crítica social

Desde sua origem, o Carnaval serve como plataforma de crítica e sátira da situação política, social e econômica das regiões em que é celebrado.

As fantasias de caricaturas de políticos, por exemplo, servem a este propósito, assim como muitas outras fantasias que zombam dos absurdos da sociedade.

Para se livrar de retaliações, os foliões usavam como desculpa o quanto a bebida alcoólica, muito presente na celebração, afetava o comportamento.

  1. Existe Carnaval de Inverno no Canadá. Sim, é verdade!

Você pode não acreditar, mas desde 1894 os canadenses comemoram o Carnaval com muito gelo, desfiles, queima de fogos, competições esportivas, shows e temperaturas abaixo de zero.

A festa, que acontece em Quebec, é uma atração turística, o maior Carnaval de inverno do planeta e o terceiro mais famoso do mundo, perdendo apenas para Rio de Janeiro e Nova Orleans.

  1. O Carnaval é uma festa grega

A origem das festas carnavalescas é a Grécia, que entre os anos 600 a 520 a.C. celebrava cultos e rituais para divindades relacionadas à fertilidade do solo e colheita como Deméter.

  1. O maior bloco de Carnaval do mundo acontece em Recife

O Galo da Madrugada é, desde 1995, o maior bloco carnavalesco do mundo de acordo com o Guinness Book.

O desfile acontece todo sábado de Carnaval no bairro de São José, no centro de Recife, Pernambuco, e nasceu em 1978 com o nome “Clube de Máscaras Galo da Madrugada”.

O objetivo do bloco é celebrar o Carnaval de rua pernambucano e a cultura local através do frevo, maracatu, ciranda, caboclinho e o manguebeat.

Fonte: Caderno Cultural.

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