
O escritor, psiquiatra e candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, tem buscado se apresentar como uma alternativa à polarização entre direita e esquerda nas eleições de 2026.
Nos últimos dias, o perfil oficial do presidenciável no Instagram ultrapassou a marca de 9 milhões de seguidores. Além disso, o nome de Cury foi o mais pesquisado no Google. O candidato declarou R$ 242,2 milhões em bens, tornando-se o presidenciável com o maior patrimônio declarado nas eleições de 2026.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Cury afirmou que se considera de centro e resumiu sua posição política da seguinte forma: “Eu sou de centro. Sou mente capitalista e com um coração que cuida dos desvalidos.”
O candidato também se posiciona contra o que classifica como radicalismo político. Em sua carta aberta sobre a candidatura, Cury defende a pacificação do país e critica a divisão entre os grupos políticos. A postura ficou evidente durante o debate presidencial da Band, realizado no último domingo (23/08). Ao comentar a disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Cury afirmou que o país estaria sendo levado a acreditar que existem apenas duas opções políticas.
“O Brasil está dramaticamente doente, polarizado, radicalizado. Venderam uma ideia mentirosa que estamos em dois barcos. Estamos em um barco só, nem de direita, nem de esquerda.”
Propostas têm aproximação com a centro-direita:
Apesar de se declarar de centro, algumas das propostas defendidas por Cury podem encontrar maior proximidade com setores liberais e da centro-direita, especialmente na área econômica.
O candidato defende o empreendedorismo e afirma ter uma visão favorável ao capitalismo. Ao mesmo tempo, propõe políticas voltadas à população vulnerável e rejeita discursos considerados radicais na área de segurança pública.
Em entrevista à Folha, Cury também criticou a expressão “bandido bom é bandido morto”, classificando esse tipo de discurso como “estúpido”.
Críticas a Lula e Bolsonaro:
Cury tenta construir sua candidatura como uma terceira via diante dos dois principais polos da eleição presidencial.
Em entrevista ao SBT News, afirmou que a disputa entre lulismo e bolsonarismo transformou o Brasil em uma “praça de guerra”. A mesma linha é adotada em sua carta aberta, na qual afirma que não pretende fazer ataques pessoais a políticos ou partidos.
O escritor sustenta que sua campanha deve priorizar a discussão de projetos para o país, em vez de alimentar a disputa entre os grupos políticos.
Na pesquisa Paraná Pesquisas divulgada recentemente, Cury aparece com 2% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.
Fonte: Informe Baiano.