De volta ao jogo político, Geddel “abençoa” união do MDB com o PT na Bahia e é “inocentado” por aqueles que o execrou

Fora da cena política há pelo menos cinco anos, Geddel Vieira Lima (MDB) ressurgiu nesta quarta-feira (30) ao abençoar o apoio da legenda ao pré-candidato do PT na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) — o emedebista Geraldo Júnior, presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, terá a vice na chapa do petista.

Também participaram do encontro na sede do MDB baiano, Lúcio Vieira Lima e os senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT). Ambos foram cotados para disputar o governo, mas decidiram seguir no Congresso — Otto tentará a reeleição e Jaques permanece no mandato até 2027.

O enlace com o MDB é considerado uma ofensiva do PT, que, após deslize de Wagner, perdeu o apoio do PP no estado — um de seus principais aliados e partido do vice do atual governador Rui Costa. Em entrevista a uma rádio há duas semanas, o senador petista declarou que Rui Costa permaneceria no mandato até o final, o que irritou o vice João Leão, que tinha a expectativa de assumir o Executivo e, em retaliação, acabou declarando apoio à candidatura de ACM Neto.

Durante o ato desta quarta, a palavra foi dada a Geraldo Júnior, que antes de começar a fala perguntou:

“Geddel tá aí, não?”.

Diante da negativa, ele comentou que o correligionário estava “escondido” e pediu que Geddel fosse chamado. Foi informado, então, que ele havia saído.

O ex-ministro foi condenado em 2019 a 14 anos e dez meses de prisão por lavagem de dinheiro no caso dos 51 milhões de reais encontrados pela PF em caixas e malas dentro de um apartamento em Salvador, dois anos antes. Em fevereiro deste ano, o ministro Edson Fachin, do STF, concedeu liberdade condicional a Geddel por bom comportamento.

Fonte: Veja.com

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