Gandu: Coletivo ‘As Minas Querem Respeito’ celebrou o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

O coletivo ‘As Minas Querem Respeito’ celebrou em Gandu o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres é celebrado anualmente em 6 de dezembro. O encontro ocorreu no Senar, por volta das 19h desta segunda-feira (6).

Com o intuito de conscientização o tema que é bastante sensível resolveu levar os homens a refletir para se engajar no papel de combater todos os tipos de violência contra à mulher. Assim frisou, Flora Maria Brito Pereira, integrante da diretoria da Superintendência de Prevenção à Violência (SPREV) quando apresentou as diferentes formas de violência praticadas contra o gênero feminino.

“Os tipos de violência podem ser classificados como violência física, psicológica, moral, sexual, econômica e social. Os atos de violência podem utilizar um ou mais tipos de violência. Como nos casos de violência doméstica em que, geralmente, os atos de violência física podem vir acompanhados de violência psicológica, moral, sexual ou econômica”, pontuou, F. Maria.

A palestrante Flora Maria ainda indagou “Como podemos contribuir no enfrentamento à violência contra a mulher?”. Exemplos;

Mudança de comportamento;

Escuta ativa;

Ligar para as autoridades policiais ou canais denúncias.

“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim, terás o que colher”.

O Promotor de Justiça da Comarca de Gandu, Dr. Fernando Rogério, defendeu a proteção do direito das mulheres, promovendo respeito e bom tratamento. Embora as polícias e o sistema jurídico atuem após a violência todos são incumbidos de assegurar a integridade física feminina. “Se a polícia ou o sistema de justiça for acionado é porque houve uma falha na sociedade e precisa ser corrigido”, disse, o promotor. Prestarmos atenção como este tema.

Enfim, o promotor deixa a seguinte mensagem; “Não podemos permitir atos inconscientes de violência contra a mulher”.

Segundo o capitão da polícia militar, Vitor Maia, falta responsabilidade dos homens de praticar o equilíbrio do direito da mulher. Para isso acontecer, o capitão deixou claro que, é preciso ter boa convivência e para os homens presentes não adianta ouvir momentos como esse e não mudar de atitude para com a mulher.

De acordo com o Delegado Thiago Campos, o debate em todos os ambientes da sociedade cria caminho para a consciência masculina, embora, o discurso se repete e a prática de violência contínua.

O vereador Bozó (Podemos) destacou a Lei nº 004/2020, de sua autoria, que veda a nomeação para cargos em comissão e funções gratificadas de pessoas que tenham sido condenadas pelos crimes de violência doméstica e feminicídio no município.

Um exemplo surpreendente foi revelado pela radialista e comunicadora Viviane Ferreira que relatou um fato de violência psicológica em um antigo trabalho em emissora de rádio por colegas de trabalho na época e que recorreu à ajuda. Ela impetrou ação na justiça e teve causa ganha.

Fonte: Repórter Bahia

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