Itamari – Deputado Sandro Régis indica ao governo do estado que seja denominado de coronel Esmeraldino Lisboa, o anel viário da cidade

ALBA-Assembléia Legislativa da Bahia Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães

Indicação:

Intervenção do GOVERNO DO ESTADO, dando denominação ao Anel Viário da BA 549, perímetro da cidade de ITAMARI-BA, de CORONEL ESMERALDINO LISBOA e placas com sua identificação.

O Deputado que subscreve esta INDICAÇÃO, requer que após tramitação regimental, seja encaminhada por esta ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ao Excelentíssimo Senhor governador do Estado da Bahia, através da Secretaria de Infraestrutura.

Uma singela homenagem póstuma ao Coronel Esmeraldino Lisboa, filho de Barachisio dos Santos Lisboa e Andrelina de Oliveira Lisboa.

O Coronel Esmeraldino Lisboa foi casado com Vicentina Cardoso De Melo Lisboa. Nasceu na vila de Santarém em 2 de outubro de 1891 e faleceu em 7 de janeiro de 1989.

Enquanto criança e adolescente teve uma vida cheia de luta, de sacrifícios, muito dura, mas ele era um homem de fé inquebrantável, fé que possuiu até o fim de sua vida. Deus e São Jorge eram pilares em sua existência o que o levava a buscar sempre o melhor para sua a vida. Ele sempre apoiado pela sua esposa Vicentina. Coronel Esmeraldino Lisboa era um homem respeitado! Bom caráter! Destemido! Honesto! Home de bom coração! Tem um histórico de ter ajudado muitas pessoas durante a sua passagem terrena. Era amigo de seus empregados! Gostava de ver a sua casa cheia, gostava de oferecer comida a quem aparecesse em seu caminho e em sua casa. Para Esmeraldino a gratidão era um sentimento muito presente em seu coração. O Coronel Esmeraldino valorizava bastante a ética e a moral! Ponto de vista que passava como ensinamento a todos da família.

Os cavalos eram sua paixão, o que veio a lhe oferecer oportunidades que impulsionaram sua mudança de vida. Ele possuía os melhores cavalos e com eles realizava muitas peripécias, além da comercialização.

O Coronel Esmeraldino Lisboa era muito cuidadoso com sua aparência, gostava de andar arrumado, sempre usava camisas de seda pura. Ele tinha o hábito de viver e se vestir bem, pois não dispensava o uso de ternos impecavelmente engomados, gravata, sapato social com meias.

O Coronel sempre fazia ressalvas a todos da família sobre o valor de um homem: O CARÁTER E A HONESTIDADE faziam parte de sua vida! Nunca pensou em ficar rico, apesar de muitas oportunidades chegadas até ele. Esmeraldino e Nyomísio eram irmãos muito próximos e, sabedor dos pensamentos de Esmeraldino na infância, adolescência e ter sido eleito em 1º lugar numa corrida de cavalos, Nyomísio conseguiu para o seu irmão um emprego de guarda de linha de telégrafo. O Coronel também foi dono de uma casa comercial e administrava a fazenda de Nyomísio o seu irmão em Gandu.

Passam-se os anos e Esmeraldino e Vicentina voltam a Santarém para o nascimento de seu primeiro filho. Conseguiu ser funcionário do Estado e quando surgiu oportunidade, da venda de uma patente para ajudar a nação, e o, e, o Esmeraldino já financeiramente bem compra a patente de Tenente-Coronel recebendo uma espada de prata, um diploma e fuzil. Assim passou a ser chamado de Coronel Esmeraldino o que era motivo de orgulho, pois era respeitado dentro da cidade. Foi coletor Federal, vereador e membro destacado de sua comunidade e auxiliar de juiz federal.

As patentes da guarda nacional eram de fato vendidas no império e na República velha, e garantiam prestígio social e político aos compradores, originando a denominação Coronel para os civis adquirentes (quando de coronel ou tenente-coronel). A guarda nacional surgiu por Lei em 1831 para servir de “sentinela da construção jurada”, absorvendo os antigos corpos milícias, as ordenanças e as guardas municipais. Como organização para militar, sua desmobilização ocorreu em 1922.

Depois de aposentado dividia o seu tempo entre Santarém e Fazenda Palmeiras. Era muito brincalhão, possuía muitos amigos nas cidades vizinhas e o Esmeraldino tinha o prazer em recebê-los, momentos em que aproveitava para realizar muitas e muitas pegadinhas. Recebia gerente de Banco com gentileza, mas sempre rejeitou colocar seu dinheiro no Banco. O seu dinheiro ficava em mãos de Nyomísio e no cofre em sua casa de Ituberá.

Desse patriarca, de cabelos branquíssimos, olhos azuis, sempre elegante, ficou uma riqueza de registro de lições, como referência para nossas tradições de família. Todos os anos tinha o prazer de possuir um carro novo, e o hábito de distribuir presentes, jogar cédulas de dinheiros pelas estradas onde sabia das carências do povo. Sempre alegre ensinava à sua família o valor da honra e da palavra de um homem pedindo sempre a seus filhos e netos que: “respeite sempre as pessoas para poder ser respeitada”, “sejam honestos! Sempre dizia que, o homem ou a mulher tem que ter caráter porque o valor do homem não está no dinheiro ou na posição social que ocupa. O valor do homem está no caráter, na humildade e na honestidade”. “Nunca ponha seu chapéu onde seu braço não alcança, porque depois você vai sofrer as conseqüências”. “A palavra de um homem deve ser um documento passado em cartório”. “Não se meta em brigas, mas, se o fizer, seja valente”. Dizia ele: – Eu aprendi tudo isso foi com a vida que foi meu mestre e a vida cobra muito caro da gente. Nunca se acovardou de nada! Sempre enfrentou o inimigo de peito aberto e com Deus no coração! Esmeraldino possuía um desejo que sua história de vida fosse escrita pela sua filha Yolanda com depoimentos dos netos, filhos e oferecido aos bisnetos, netos, filhos, amigos que desejassem. Como poderiam deixar de realizar esse sonho de uma pessoa amada por toda família?

Querido e amado por todos, o CORONEL ESMERALDINO merece ser sempre lembrado, o que por certo acontecerá se a INDICAÇÃO for aprovada, aceita e realizada.

Sala das Sessões, 08 de setembro de 2021.

Deputado SANDRO RÉGIS.

Fonte: Blog do Zebrão

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