Prefeitura de SP suspende pagamento a Daniela Mercury por show em evento com Lula

A Controladoria Geral de São Paulo, órgão da prefeitura municipal, determinou a suspensão do pagamento de Daniela Mercury por sua apresentação no domingo (1º), no Pacaembu, em evento de sete centrais sindicais que comemoravam o Dia do Trabalhador. A celebração serviu também para manifestar o apoio das organizações a Lula (PT), que esteve presente e discursou como a estrela da manifestação.

Em ofício nesta quinta-feira (5), o controlador Daniel Falcão diz que a suspensão deve durar “até o final de procedimento de apuração dos fatos e eventuais responsabilidades funcionais e empresariais”.

Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, a cantora deve receber R$ 160 mil, contratada pela produtora que organizou a festa.

Os recursos para o evento vêm da Prefeitura, revelou o site O Antagonista, e foram reservados à festa por meio de emendas parlamentares de vereadores que garantiram dinheiro para a estrutura e também para o pagamento do cachê dos artistas. Segundo apuração da corregedoria, o valor das emendas já foi empenhado, mas ainda não foi pago para a produtora. Essa transferência que foi suspensa pelo órgão.

Em nota, os presidentes das centrais sindicais afirmaram que “o uso das emendas parlamentares para a realização de festas populares é respaldado pela lei orçamentária do município, que permite a vereadores e vereadoras destinar o valor das emendas a atividades culturais com apresentações artísticas abertas ao público, como festas juninas, festas de aniversário de bairro, atividades esportivas amadoras, como corridas de rua e campeonatos, Dia do Trabalhador, entre outras”.

Reportagem da Folha relatou irritação de Nunes com o tema. O prefeito disse que o recurso é oriundo de emenda parlamentar dos vereadores Alfredo Alves Cavalcante, o Alfredinho, e Eduardo Suplicy, ambos do PT, e Sidney Cruz (Solidariedade).

“A prefeitura não iria negar a solicitação por emenda parlamentar para fazer uma festa para os trabalhadores, ressaltando que não é permitido em qualquer atividade paga com recursos públicos o uso político partidário”, disse o prefeito.

Guilherme Seto, Folhapress

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