Presidente do PP toma posse como ministro do governo Bolsonaro

O senador piauiense Ciro Nogueira (Progressistas) tomou posse na tarde desta quarta-feira (4) como ministro-chefe da Casa Civil. A solenidade, bastante prestigiada, contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro e dos presidentes do Senado e Câmara Federal, Rodrigo Pachêco e Arhur Lira, respectivamente. Em seu discurso, Ciro disse que teria sido mais fácil se acovardar, mas que aceitou a missão pela democracia. Ele ainda citou o ex-governador Petrônio Portela, avô de suas filhas, ao afirmar que não há problema mudar de opinião, desde que seja para melhor.

“Teria sido mais fácil não enfrentar esse desafio de tamanha dificuldade, de tanta radicalização e críticas. Teria sido mais fácil me acovardar com um pretexto qualquer ao receber um cativante convite para integrar o governo em um momento difícil. O mundo está difícil, o Brasil está difícil e a política está difícil. O difícil parece ser o novo normal”, afirmou.

“Teria sido mais fácil continuar senador pelo meu amado Piaui. Tudo seria mais fácil, mas não seria o mais certo. Tive a honra de aceitar o convite nesses momentos incertos. Com a minha presença e somando com a valorosa equipe de ministros. A democracia é líquida e certa. Difícil e certa. É por ela que estou aqui”, continuou o ministro.

Ciro, que assume o cargo em substituição ao general Luiz Eduardo Ramos, elogiou o governo Bolsonaro e comparou o presidente a um timoneiro cruzando uma tormenta, se referindo a pandemia do novo coronavírus.

“Este momento representa um ponto de reflexão: a travessia do seu governo durante a pandemia. A vacinação avança e em breve teremos todo o país imunizado e com a economia pronta para crescer. Estamos cruzando as tormentas e o presidente é o nosso timoneiro”, declarou.

O ministro destacou que é dever do governo preparar o país para as eleições 2022, trabalhando por bons indicadores.

“É nosso dever preparar o país para chegar as eleições com a coisa certa: economia e vacinação para todos e o programa de assistência para que os brasileiros não vivam momentos incertos. Presidente, nós todos sabemos o que é difícil e sobre sua liderança vamos fazer o que é o certo. No momento certo haverá a compreensão dos brasileiros. O que é certo pode ser atacado e sofrer dificuldade, mas ao final a história sempre vai mostrar que o certo sempre será o certo. Assumo essa difícil missão para cumprir o dever com meu país. Não existe vocabulário de esquerda e direita”, afirmou.

Eleitor de Lula e Dilma no passado, citando o avô de suas filhas, o ex-governador Petronio Portela, Ciro afirmou que não há problema algum em mudar de opinião.

“A política provoca choques, tremores e abalos, e gostaria que toda vez que me visse presidente, lembrasse de um amortecedor. Meu nome é temperância e o sobrenome é equilíbrio. Petronio Portela nos deixou uma lição de que não é problema mudar de opinião, desde que seja para melhor”, afirmou.

O novo ministro também falou de emprego e disse que o governo Bolsonaro não pode ser de palavras e sim de ações. “Apesar das dificuldades que o governo enfrenta vamos acelerar a geração de emprego. Seu governo não pode ser de palavras e palanque, é de ações que serão julgadas no momento certo”, declarou, ressaltando a decisão do presidente de colocar um nordestino em um dos principais cargos do governo.

“Vossa excelência trouxe para o governo um nordestino, um nordestino esquecido, mas altivo, o meu amado Piauí. O Nordeste está no núcleo do poder por sua decisão”, afirmou.

Novamente citando Petrônio Portela, Ciro Nogueira afirmou que um político precisa ter coragem. “Quero invocar a maior figura histórica do meu estado, Petronio Portela, tio-avô das minhas amadas filhas. Ele dizia: em mim existe um fator que considerado fundamental, a coragem. Ele sempre foi um sinônimo de conciliação”, finalizou.

Hérlon Moraes/cidadeverde.com

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