Após encontro entre Lula e Trump, EUA e Brasil têm reunião sobre tarifas

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta terça-feira (19) que teve uma primeira reunião com o ministro Márcio Elias Rosa, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). A conversa acontece após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump no dia 7 de maio.

Após a reunião entre os chefes de Estado, foi criado um grupo de trabalho para negociar o fim das barreiras tarifárias em até 30 dias. A reunião entre Greer e Rosa aconteceu virtualmente.

“Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e espero continuar as discussões”, escreveu Greer nas redes sociais.

O grupo de trabalho foi anunciado por Lula após a reunião do início do mês. Trump, por meio das redes sociais, também citou na ocasião a discussão sobre tarifas na reunião que durou três horas.

“Discutimos muitos tópicos, incluindo comércio e, especificamente, tarifas. A reunião foi muito bem. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas ao longo dos próximos meses, conforme necessário.”

Durante um evento da Conferência das Américas, em Washington, nesta terça-feira, o sub-representante de Comércio dos Estados Unidos, Jeffrey Goettman, afirmou que os dois países mantêm um “diálogo aberto”, mas evitou dizer se há possibilidade de um acordo em relação à investigação conduzida com base na Seção 301. Ele ainda afirmou que em julho deve ser concluído um relatório sobre a investigação do USTR sobre o Brasil, que inclui o Pix, o comércio da rua 25 de março, em São Paulo, e o etanol. O processo foi aberto em julho do ano passado.

Além deste, o USTR também incluiu o Brasil em outro processo, com mais outros 59 países, em que investiga o suposto uso de trabalho forçado. Além do encontro virtual, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o secretário

do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também estiveram juntos em uma reunião às margens do G7 em Paris.

“Demos seguimento à agenda estabelecida pelos presidentes Lula e Trump, discutimos os impactos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz e as medidas adotadas pelos dois países, além de avançarmos nas tratativas sobre o comércio bilateral”, escreveu o ministro no X (ex-Twitter).

Ele destacou ainda um acordo para avançar na formalização de um mecanismo de cooperação entre a Receita e a alfândega norte-americana como combate ao crime organizado, focado na repressão ao tráfico de armas e drogas.

Economia & Negócios.

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